APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA EM BOTÂNICA
VIVÊNCIA DOCENTE NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV COM FOCO EM ANGIOSPERMAS
Palabras clave:
angiospermas, monocotiledôneas, eucotiledôneas, metodologias ativas, ensino de botânicaResumen
O ensino de Botânica na Educação Básica, especialmente no que diz respeito à morfologia vegetal, ainda representa um desafio para docentes e estudantes, uma vez que, com frequência, o conteúdo é abordado de maneira teórica, descontextualizada e distante da realidade dos discentes. Diante disso, este trabalho apresenta uma proposta pedagógica desenvolvida no âmbito do Estágio Supervisionado IV do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, aplicada junto a uma turma da 1ª série do Ensino Médio do Centro Educacional de Tempo Integral (CETI) Bucar Neto. A atividade consistiu na construção e execução de uma prática voltada à identificação e classificação de folhas e flores de angiospermas, utilizando materiais simples e acessíveis como folhas A4, fitas adesivas, espécimes vegetais coletados no ambiente escolar e um material didático xerocado com esquemas morfológicos básicos. O objetivo principal da proposta foi promover uma aprendizagem significativa e investigativa a partir da observação direta de estruturas vegetais, estimulando o raciocínio científico, a autonomia e o trabalho cooperativo. Teoricamente, a atividade está fundamentada nos princípios do ensino por investigação, da aprendizagem significativa e das metodologias ativas. Nessa perspectiva, autores como Anjos (2022) discutem a “cegueira botânica” — a dificuldade recorrente dos estudantes em perceber a importância e a diversidade das plantas — como um obstáculo ao engajamento com os conteúdos de Botânica, o que reforça a necessidade de práticas mais conectadas ao cotidiano. Além disso, Costa (2018) ressalta que a identificação de padrões morfológicos, como a nervação foliar, a simetria das flores e o número de cotilédones, é essencial para a classificação botânica e o desenvolvimento do pensamento científico. De forma complementar, Schelb e Lopes (2024) demonstram que oficinas envolvendo coleta e montagem de exsicatas favorecem a aproximação entre os alunos e a diversidade vegetal, enquanto Rebouças et al. (2021) destacam que o uso de espaços externos como laboratórios vivos amplia o vínculo entre teoria e prática. Metodologicamente, os estudantes foram organizados em grupos, participaram da coleta de amostras nas áreas verdes da escola e, com base nos materiais fornecidos, analisaram as características morfológicas das plantas, elaborando painéis comparativos e apresentando os critérios de classificação utilizados. Durante toda a atividade, a professora supervisora esteve presente, auxiliando na organização, na identificação das amostras e no esclarecimento de dúvidas. Como resultado, observou-se um aumento no interesse dos estudantes, maior envolvimento com o conteúdo e a construção de conhecimentos mais sólidos e contextualizados, indicando que o uso de práticas investigativas com recursos acessíveis pode representar uma alternativa eficaz para ressignificar o ensino de Botânica no ensino médio.
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Derechos de autor 2025 TAMIRES RODRIGUES SANTANA, MARCONES ALMEIDA LEITE, ODIVETTE MARIA SOARES FELIX

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