RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA: AULA PRÁTICA – SELEÇÃO NATURAL EM TENTILHÕES
Palavras-chave:
Residência, Aula Prática, TentilhõesResumo
A Residência Pedagógica viabiliza a imersão na prática em sala de aula, capacitando os futuros professores a compreenderem as especificidades do ambiente escolar, a dinâmica dos alunos e as diferentes abordagens de ensino. Essa experiência contribui significativamente para a formação de educadores voltados à educação básica, ao proporcionar vivências práticas em escolas e atividades teórico-práticas, sempre sob a orientação de um professor preceptor e de um docente orientador (Capes, 2018, p. 1). O programa tem como objetivo estimular o licenciando a participar ativamente da integração entre teoria e prática profissional, utilizando estratégias como a coleta de dados, diagnósticos sobre o processo de ensino e aprendizagem, além de metodologias e práticas didáticas diversas (Brasil, 2018). O presente relato tem como objetivo apresentar as experiências vivenciadas pelos residentes durante o Programa, e a realização de uma atividade prática e interativa que possibilite aos alunos a compreensão dos mecanismos da seleção natural. Segundo Muniz et al. (2017), as atividades práticas desempenham um papel essencial no ensino de Ciências, pois permitem que os alunos aprofundem sua compreensão dos conceitos teóricos. Durante essas atividades, os estudantes se sentem motivados a entender a aplicação prática dos conteúdos, o que torna a aprendizagem mais envolvente e significativa. A aula prática “Seleção Natural em Tentilhões” foi desenvolvida com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental II, na Escola Municipal Getúlio Vargas, uma escola campo, após a realização de aulas teóricas sobre os temas 1 e 2 da unidade 5 do livro didático, que tratam da evolução biológica. Na atividade, os alunos foram organizados em duplas e utilizaram diferentes ferramentas (pinça, alicate e pegador de salada) para representar os bicos dos tentilhões. As práticas ocorreram em quatro mesas, representando ilhas, cada uma com um tipo de alimento (brita, ração, milho e feijão/arroz). Um integrante da dupla utilizava a ferramenta para coletar o máximo de alimento possível em 10 segundos, enquanto o outro segurava um copo representando o estômago do pássaro. Ao final de cada rodada, eram registrados em uma tabela os dados referentes à ilha, tipo de bico, quantidade de alimento coletado e número de “pássaros”. As duplas rotacionavam entre as ilhas até que todas tivessem participado de cada etapa. Em seguida, os resultados foram comparados e os alunos responderam a um conjunto de questões que subsidiaram a discussão na aula seguinte. A prática em sala de aula mostrou-se fundamental para o ensino de Ciências, pois promoveu maior compreensão dos conteúdos ao engajar ativamente os alunos no processo de aprendizagem. Ao interagirem com suas dúvidas e conhecimentos prévios, os estudantes construíram saberes de forma mais significativa. Durante a atividade, demonstraram interesse, participação e bom desempenho, especialmente nas respostas às questões finais. Assim, conclui-se que a aula prática foi eficaz, despertando o interesse dos alunos pelo conteúdo abordado.
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