Matemática do Cotidiano: Ensinando com Sentido no PROEJA
Palavras-chave:
Ensino de matemática, EJA, PROEJA, Metodologias AtivasResumo
O ensino de Matemática na Educação de Jovens e Adultos (EJA) exige um olhar
atento às especificidades dos sujeitos envolvidos, considerando suas trajetórias de
vida, experiências anteriores e o contexto social no qual estão inseridos. No âmbito
do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação
Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), tais desafios se
intensificam, demandando dos docentes práticas pedagógicas diferenciadas que
promovam uma aprendizagem mais atrativa e significativa. Este trabalho tem como
objetivo analisar as dificuldades enfrentadas por professores de Matemática
atuantes em uma instituição federal de ensino, buscando compreender como
adaptam suas práticas ao perfil dos estudantes. A fundamentação teórica baseia-se
em autores como Freire (2021), que defende uma educação libertadora e
contextualizada, e Arroyo (2012), que discute a valorização das trajetórias dos
sujeitos da EJA. Ademais, são abordadas contribuições de Moreira (2011), no que
se refere à teoria da aprendizagem significativa; Bacich (2015), em relação às
metodologias ativas; e D’Ambrosio (2005), no que tange ao ensino de Matemática
voltado a jovens e adultos. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, com
ênfase na escuta e compreensão das experiências docentes, utilizando a entrevista
semiestruturada como principal instrumento de coleta de dados. As entrevistas
foram analisadas por meio da técnica de análise de conteúdo, possibilitando a
identificação de categorias relacionadas às dificuldades enfrentadas, às estratégias
utilizadas e às percepções sobre o perfil dos estudantes. Os resultados evidenciam
que os principais desafios enfrentados pelos professores incluem a defasagem no
conhecimento matemático, a heterogeneidade das turmas e a baixa autoestima dos
estudantes em relação à disciplina. Para enfrentar essas dificuldades, os docentes
ressaltam a importância de ressignificar os conteúdos, aproximando-os das
vivências dos alunos, além de utilizar metodologias ativas, como a resolução de
problemas, o uso de recursos visuais e ferramentas tecnológicas. Conclui-se que o
ensino de Matemática no PROEJA requer sensibilidade, flexibilidade e constante
reinvenção das práticas pedagógicas, o que reforça a necessidade de formação
continuada e de suporte institucional ao trabalho docente na EJA.
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