CONTRIBUIÇÕES DA NEUROEDUCAÇÃO PARA FORMAÇÃO PRIMÁRIA E CONTINUADA DE PROFESSORES

Autores

  • Luana Pereira de Sousa Rocha IFPI
  • José da Silva Rodrigues

Palavras-chave:

Neuroeducação, Formação de Professores, Ensino-Aprendizagem, Formação continuada

Resumo

A neuroeducação é uma designação interdisciplinar e muito ampla que transcende a abordagem da neurociência, todavia, com maior relevância para questões cognitivas e afetivas, na educação sua inferência vem ganhando êxito continuamente. O processo de aprendizagem destaca de maneira precisa como reflexo de atividades sinápticas ocorridas no sistema nervoso central. Mediante cada comando enviado de docente para discente que as informações são recebidas e programadas para o armazenamento adequado, sejam eles: curto, médio e longo prazo. Na atuação docente pensa-se rotineiramente no meio que o público está inserido, diante desse retorno emitido como um reflexo inicial ativo, o ensino necessita de uma abordagem cíclica entre ciência, tecnologia e sociedade para rendimentos positivos de ambos. A integridade entre o processo de aprendizagem e as atividades cognitivas identificadas pelos professores oferece-lhes um aprofundamento contextualizado para que se obtenham melhores resultados no processo de ensino-aprendizagem, e especialmente, na educação básica. A pesquisa tem como objetivo capacitar professores em formação inicial e continuamente à utilização de práticas embasada nos princípios da Neuroeducação, promovendo uma cultura de aprendizagem direcionada e eficaz. Para Menezes 2022, foi pontuado que estudantes em formação e docentes em exercício na área de Ensino de Ciências destacam a ausência de ensinamentos voltados para utilização de conhecimentos neurocientíficos à prática no ambiente escolar resultando em uma lacuna que abrange desde a formação profissional até a formação de novos cidadãos. Segundo Thomaz et. al., 2018, mediante a neurociência não ser considerada um campo muito recente em pesquisa, a mesma é considerada nova para sua incorporação na formação docente, contudo o conhecimento incipiente torna superficial e basal as didáticas de ensino-aprendizagem e a influência das atividades sinápticas. Vygotsky, 1991, o desenvolvimento da percepção e da atenção, é formado em cada fase da vida do indivíduo. Nas idades iniciais, é comum que ações extrínsecas moldem o que a criança deve ser ou fazer, posteriormente, através do consumo e processamento de informações, o indivíduo desenvolve opiniões primárias, e a percepção humana se aprimora devido à crescente complexidade das atividades neurológicas cognitivas, que, por sua vez, desenvolvem domínio sobre a memória e o pensamento. Para Piaget, o processo de aprendizagem não é inato, ele exige uma estruturação diária do sistema cognitivo, isso ocorre porque a maturação do conhecimento em cada indivíduo é variável, resultando em percepções diversas, qualificadas e elaboradas. Diante da lacuna existente entre neurocientistas e docentes, muitos especialistas concordam que é essencial estabelecer colaboração interdisciplinar entre os mesmos com finalidade no empoderamento dos docentes por meio da criação de um novo campo científico e interdisciplinar. A coleta dos dados consiste em revisão bibliográfica de documentos publicados no período de 2014 até 2024, incluindo livros que correlacionam neurociência e educação, artigos bibliográficos e de estudo de caso coletados de repositórios como: Google acadêmico, scielo e repositório UnB, visto que diante da ausente conexão entre neuroeducação e formação de professores as pesquisas voltadas para essa temática possuem em longo período de tempo, mas ainda continua pouco conhecida pelos docentes em formação com sua abordagem em componentes curriculares, e docentes atuantes com maior aprimoramento na formação continuada. Contudo, a neuroeducação emerge de um campo com ênfase consistente e que ganhará espaço nos práticas pedagógicas ao integrar o funcionamento do cérebro aos processos de ensino-aprendizagem, que a ligação entre ciência e educação seja solidamente incorporada tanto na formação inicial quanto continuada dos professores. A lacuna atualmente observada, conforme destacado por pesquisadores, aponta para a urgência de uma colaboração interdisciplinar que empodere os educadores. Diante da compreensão das complexas atividades sinápticas e os princípios de desenvolvimento cognitivo defendidos por Vygotsky e Piaget, os docentes poderão moldar ambientes de aprendizagem que respeitem e potencializem a maneira única como cada indivíduo constrói seu conhecimento. Todavia, com práticas verdadeiramente embasadas na ciência do cérebro, poderemos cultivar uma cultura de aprendizagem mais eficaz e direcionada, capacitando as futuras gerações a enfrentar os desafios do mundo com percepções e pensamentos cada vez mais elaborados.

Arquivos adicionais

Publicado

21-10-2025

Edição

Seção

Resumos_Eixo 02_Ensino de Ciências

Como Citar

CONTRIBUIÇÕES DA NEUROEDUCAÇÃO PARA FORMAÇÃO PRIMÁRIA E CONTINUADA DE PROFESSORES. (2025). Jornada Científica do IFPI - Campus Floriano, 5(1). https://eventos.ifpi.edu.br/index.php/anaisjcfloriano/article/view/963

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