MAPEANDO O INVISÍVEL: ESGOTAMENTO SANITÁRIO E QUALIDADE DE VIDA EM FLORIANO-PI
Palavras-chave:
Esgotamento sanitário, desigualdade urbana, doenças hídricas, Floriano-PIResumo
A pesquisa foi direcionada à análise da situação do saneamento básico na cidade de Floriano-PI e sua associação com a saúde pública no município. Para isso, foram utilizados dados secundários obtidos em plataformas como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), InfoSanbas, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) e o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA). Além disso, foram realizadas visitas técnicas, permitindo a comparação entre os dados oficiais disponíveis e a realidade observada diretamente no município. Os resultados revelam que a cidade de Floriano continua enfrentando diversas deficiências no seu sistema de esgotamento sanitário, mesmo com a implementação de políticas públicas voltadas à universalização do saneamento. Apesar da disponibilidade das informações, não se comprovam grandes avanços na área ao longo do tempo no município analisado. Diante dessa realidade, a cobertura do serviço de esgoto mantém-se de forma desigual entre os bairros, com índices críticos em algumas partes do município, onde se concentra a população mais vulnerável. Outrossim, foi possível identificar uma associação entre a baixa cobertura do esgotamento sanitário e a alta incidência de doenças de veiculação hídrica, como diarreia e hepatite A, o que reforça a íntima correlação entre o saneamento básico e a saúde pública. Pelas visitas técnicas realizadas, foi possível observar que os dados disponíveis nas plataformas oficiais retratam a realidade do município. O flagrante de um bueiro lançando esgoto sanitário in natura diretamente no leito do rio Parnaíba e os dados consultados como base da pesquisa evidenciam a urgência de intervenções efetivas. Com os resultados obtidos no estudo, conclui-se que a falta de infraestrutura impacta diretamente a saúde pública e ambiental, colocando a população em situação de vulnerabilidade e exigindo políticas que fortaleçam a educação ambiental, a ampliação da rede sanitária e a implementação de ações voltadas às comunidades expostas a essa realidade. É necessário que o poder público atue de forma integrada e contínua, com o intuito de solucionar as problemáticas e transformar os dados em ações concretas, que tenham como objetivo garantir a justiça socioambiental e a qualidade de vida para todos.
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