Aplicação de um minidicionário visual em libras para o estudo da célula e do corpo humano
Palabras clave:
educação inclusiva; Libras; ensino de Ciências; surdez e aprendizagem; inclusão educacional.Resumen
O texto relata uma experiência de inclusão educacional por meio da utilização de um minidicionário visual em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) em uma aula de Ciências com alunos do 9º ano da Escola Municipal Ribamar Leal. A intervenção ocorreu em 4 de junho de 2025 e teve como objetivo facilitar a compreensão de conteúdos como células e corpo humano, promovendo a inclusão de alunos surdos e sensibilizando os alunos ouvintes para a diversidade linguística. O minidicionário foi baseado no Manual de Libras para Ciências (ILES et al., 2019) e apresentou sinais correspondentes aos principais termos científicos abordados nas aulas. Embora os estudantes participantes fossem ouvintes, todos foram incentivados a aprender os sinais, contribuindo para um ambiente mais inclusivo e colaborativo. A atividade foi documentada por imagens e possibilitou maior engajamento dos alunos, melhorando a compreensão dos conteúdos e fortalecendo a empatia. Apesar dos benefícios, a experiência evidenciou desafios, como a complexidade de alguns sinais e a necessidade de representações visuais claras. O uso de imagens mostrou-se essencial, embora exigisse dedicação extra para garantir o aprendizado eficaz. A iniciativa demonstrou que a LIBRAS pode ser uma ferramenta pedagógica valiosa também no ensino de alunos ouvintes, promovendo inclusão e acessibilidade. Recomenda-se a ampliação do vocabulário em LIBRAS para outras disciplinas e a atualização contínua dos sinais, a fim de acompanhar as mudanças na linguagem e no conhecimento científico.
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