Relato de caso: atresia anal tipo III em cordeiro atendido na clínica-escola veterinária do IFPI Campus -José de Freitas

Autores

  • Cleane Silva Sousa Instituto Federal do Piauí Campus José de Freitas Autor
  • Antônio Francisco Rocha Júnior Instituto Federal do Piauí Campus José de Freitas Autor
  • Francinaldo Sudário do Amaral Filho Instituto Federal do Piauí Campus José de Freitas Autor
  • Regina Lucia dos Santos Silva Universidade Federal do Piauí image/svg+xml Autor
  • Felipe Cardoso de Brito Instituto Federal do Piauí Campus José de Freitas Autor
  • Dayseanny de Oliveira Bezerra Instituto Federal do Piauí - Campus Jo´sé de Freitas Autor https://orcid.org/0000-0002-7662-2776 (não autenticado)

Palavras-chave:

Anomalias, deformidades, trato gastrointestinal.

Resumo

Introdução: A atresia anal é uma anomalia congênita rara observada em diversas espécies domésticas, como cães, gatos, bovinos e equinos, caracterizada pela ausência parcial ou total da abertura anal, decorrente de falhas no desenvolvimento embrionário da cloaca e do seio urogenital. Essa malformação é classificada em quatro tipos principais: tipo I, estenose anal, na qual há estreitamento do canal anal com presença dos esfíncteres; tipo II, membrana anal imperfurada, em que uma fina membrana obstrui a abertura anal; tipo III, atresia com separação retal, quando o reto termina em fundo cego sem continuidade com a região anal; e tipo IV, atresia anal associada à fístula retovaginal ou reto-uretral. O diagnóstico é geralmente clínico, podendo ser complementado por exames de imagem, como radiografia contrastada e ultrassonografia, para determinar a extensão da anomalia. O tratamento é cirúrgico e o prognóstico depende da gravidade e do tipo da lesão: casos leves, como estenose e membrana imperfurada. Não existem estudos epidemiológicos robustos que quantifiquem exatamente a frequência dessa malformação em ovinos, mas relatos indicam que é uma condição incomum, com prevalência baixa em rebanhos (0,26%). Objetivo: Relatar um caso clínico de atresia anal em ovino e os procedimentos adotados. Métodos: O animal foi atendido na Clínica-Escola Veterinária (CLINEVET) do Instituto Federal do Piauí Campus José de Freitas (PI) em setembro de 2025. O cordeiro mestiço de dopper pesava 3kg, possuía três dias de idade foi atendido com a queixa principal de não possuir orifício anal, alimentava-se bem e apresentava irritação e incômodo por não defecar. Resultados: Foi realizada a palpação e verificou que o animal possuía depressão na pele na região retal, onde deveria haver o orifício anal, com a presença à palpação de um divertículo retal de fundo cedo, portanto atresia anal tipo III. O animal foi anestesiado com protocolo de 0,2 mg/kg de xilazina e realizada a anestesia local com 0,5 ml de lidocaína distribuídos em botões anestésicos ao redor da região perianal. Foi feita a incisão e divusionamento do orifício anal, ancoragem da mucosa retal com fio mononylon 3-0 e sutura da mucosa na pele em pontos simples separados com poliglactina 3-0. Logo após o procedimento foram administrados 12.000 UI/kg de penicilina benzatina, 0,1 mg/kg de meloxicam e 3mg/kg de tramadol, por fim realizado o curativo com pomada cicatrizante à base de clorexidina. Após 05 horas do procedimento cirúrgico, o animal defecou normalmente. Conclusão: Portanto, conclui-se que o procedimento cirúrgico foi eficaz para a correção da atresia anal, com boa recuperação e bem estar ao animal.

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Biografia do Autor

  • Dayseanny de Oliveira Bezerra, Instituto Federal do Piauí - Campus Jo´sé de Freitas

    Graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Piauí (2011), Mestre em Ciência Animal pela Universidade Federal do Piauí com foco em indução cirúrgica de nefropatia em modelo animal não convencional (2014), Doutora em Ciência Animal (Programa de Pós-graduação em Ciência Animal) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) (2018). Professora efetiva do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí - IFPI, Campus José de Freitas-PI. Atualmente, atua no Grupo de Pesquisa do Núcleo Integrado de Morfologia e Pesquisa com Células-tronco (NUPCelt/UFPI) .Tem experiência na área de Terapia celular, Terapêutica em modelos animais, Reprodução animal, Morfofisiologia, Cirurgia experimental, Nefrologia e aspectos aplicados à sanidade, atuando principalmente nos temas: biotecnologia, rim, células-tronco, células isoladas do tecido renal, terapia celular em modelos animais, lesão renal aguda e crônica, aplicação de biomateriais como scaffolds para terapia celular em modelos de lesões ligamentares, cutâneas e óssea, feto e neonato de animais silvestres. Atualmente está como Vice-Coordenadora do CEUA/IFPI. Atua como professora nos Programas de Pós-Graduação de Tecnologias aplicadas à animais de Interesse Regional (PPGTAIR/UFPI) e Engenharia de Materiais do IFPI (PPGEM/IFPI), orientando mestrandos e doutorandos nas áreas supracitadas e supervisionando 01 pós-doc no PPGTAIR/UFPI com projeto na área de biotecnologia reprodutiva utilizando biomateriais. No IFPI-JF, está como coordenadora do Curso Técnico em Veterinária, modalidade subsequente

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Publicado

15-10-2025

Edição

Seção

Resumo da III Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do IFPI Campus José de Freitas