Intumescimento, biodegradação e incorporação de progesterona pelo hidrogel de goma de mandioca

Autores

  • Piêtra Giovanna Santos de Brito Instituto Federal do Piauí- Campus José de Freitas Autor
  • Regina Lucia dos Santos Silva Instituto Federal do Piauí- Campus José de Freitas Autor
  • Sávia da Mota Carneiro Instituto Federal do Piauí- Campus José de Freitas Autor
  • Ideglan de Sá Lima Instituto Federal do Piauí- Campus José de Freitas Autor
  • Francisco Eroni Paz dos Santos Instituto Federal do Piauí- Campus José de Freitas Autor
  • Dayseanny de Oliveira Bezerra Instituto Federal do Piauí - Campus Jo´sé de Freitas Autor https://orcid.org/0000-0002-7662-2776 (não autenticado)

Palavras-chave:

Biomateriais,, Reprodução animal,, Produtos naturais.

Resumo

Introdução: A aplicação da sincronização de cio no rebanho ovino tem melhorado seu desempenho reprodutivo. No entanto, os dispositivos liberadores de progesterona apresentam limitações que envolvem a predisposição de inflamados e ausência de biodegradação. Diante disso, o desenvolvimento de um biodispositivo para veiculação de progesterona utilizando hidrogéis elaborados a partir de produtos naturais irá contribuir nos resultados reprodutivos de animais submetidos a sincronização de cio. No entanto, é necessário, antes da produção do dispositivo, que seja verificada a capacidade de biodegradação, pois os dispositivos intravaginais são utilizados por até 14 dias por esta via de administração, sua capacidade de intumescimento, pois o dispositivo precisa ser moldado de acordo com a parede vaginal e a sua capacidade de absorção de progesterona. Objetivo: Avaliar a capacidade de intumescimento, biodegradação e incorporação de progesterona do hidrogel de goma de mandioca (HGM). Metodologia: O HGM foi sintetizado por meio da junção de água, goma de mandioca, fosfato de potássio dibásico (K2HPO4), persulfato de potássio (KPS, iniciador de radicais livres), Bis-acrilamida (MBAAm, reticulante) e Bicarbonato de Potássio ou Hidrogenocarbonato de Potássio (KHCO3). O hidrogel formado foi seco e submetido a hidrólise alcalina e subsequentemente, foi avaliado quanto a sua capacidade de biodegradação por meio da avaliação do peso de amostras do HGM incubadas em soluções de PBS com diferentes pHS (pH 4, pH 7,4 e pH 10) ou em pH 7,0 com adição de colagenase tipo I (150 μg/ml) a cada 3 horas no primeiro dia, com 72 horas, 7, 14, 21 e 28 dias. Além disso, amostras do hidrogel (0,025 g) foram submersas em água destilada à temperatura ambiente para avaliação da capacidade de intumescimento por meio da observação do aumento de peso das amostras após 15, 30, 60, 90 e 120 minutos. Em seguida, amostras do HGM foram incluídas em soluções hidroalcoólicas de progesterona (diferentes proporções de água e álcool) e mantidas sob agitação para a determinação da capacidade de absorção da progesterona pelo hidrogel. Resultados: O HGM apresentou mínima biodegradação no período de 28 dias em diferentes pHs. Além disso, a proporção de 4ml de álcool:16 ml de água foi aquela com menor quantidade de álcool que permitiu a completa solubilização da progesterona. Essa progesterona dissolvida foi completamente absorvida pelo HGM. Conclusão: Conclui-se que o hidrogel de goma de mandioca tem mínimas taxas de biodegradação no período de 28 dias, uma taxa de intumescimento de 1800% em relação ao peso inicial da amostra. Além disso, a capacidade de absorção de progesterona diluída em solução com 20 % de álcool pelo HGM foi de 100%.

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Biografia do Autor

  • Dayseanny de Oliveira Bezerra, Instituto Federal do Piauí - Campus Jo´sé de Freitas

    Graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Piauí (2011), Mestre em Ciência Animal pela Universidade Federal do Piauí com foco em indução cirúrgica de nefropatia em modelo animal não convencional (2014), Doutora em Ciência Animal (Programa de Pós-graduação em Ciência Animal) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) (2018). Professora efetiva do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí - IFPI, Campus José de Freitas-PI. Atualmente, atua no Grupo de Pesquisa do Núcleo Integrado de Morfologia e Pesquisa com Células-tronco (NUPCelt/UFPI) .Tem experiência na área de Terapia celular, Terapêutica em modelos animais, Reprodução animal, Morfofisiologia, Cirurgia experimental, Nefrologia e aspectos aplicados à sanidade, atuando principalmente nos temas: biotecnologia, rim, células-tronco, células isoladas do tecido renal, terapia celular em modelos animais, lesão renal aguda e crônica, aplicação de biomateriais como scaffolds para terapia celular em modelos de lesões ligamentares, cutâneas e óssea, feto e neonato de animais silvestres. Atualmente está como Vice-Coordenadora do CEUA/IFPI. Atua como professora nos Programas de Pós-Graduação de Tecnologias aplicadas à animais de Interesse Regional (PPGTAIR/UFPI) e Engenharia de Materiais do IFPI (PPGEM/IFPI), orientando mestrandos e doutorandos nas áreas supracitadas e supervisionando 01 pós-doc no PPGTAIR/UFPI com projeto na área de biotecnologia reprodutiva utilizando biomateriais. No IFPI-JF, está como coordenadora do Curso Técnico em Veterinária, modalidade subsequente

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Publicado

15-10-2025

Edição

Seção

Resumo da III Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do IFPI Campus José de Freitas