O IMPACTO DA ARQUITETURA NO AMBIENTE HOSPITALAR PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
Resumo
Atualmente, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é reconhecido através do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o qual estipula traços fundamentais ao espectro, como déficits persistentes em comunicação social e interações. Sendo assim, estas características influenciam o desenvolvimento funcional das crianças, impactando em seus contextos sensoriais e sociais. Nessa trajetória, a neurociência fornece informações sobre o funcionamento cerebral e contribui com alternativas para o desenvolvimento das crianças no espectro autista. Desse modo, surgem os desafios de inclusão de crianças com autismo em ambientes hospitalares, que muitas vezes são percebidos como estressantes e pouco acolhedores. Nesse espaço, os conceitos de humanização e de biofilia emergem como ferramentas para promoção do bem-estar. A humanização incide na tentativa de conceber espaços com estímulos adequados, sendo mais próximos das necessidades dos usuários. Já a biofilia propõe ambientes que se conectam com a natureza, o que contribui para a redução do estresse e do equilíbrio emocional das crianças com autismo. Dessa forma, a neuroarquitetura busca compreender como os espaços construídos intersectam o cérebro e o comportamento humano através da neurociência, possibilitando o desenvolvimento de ambientes hospitalares mais inclusivos que considerem os aspectos sensoriais e cognitivos das crianças no espectro autista, favorecendo a adaptação nesses ambientes. A metodologia que caracteriza este estudo é a qualitativa e descritiva, baseada na revisão de literatura especializada, com artigos científicos e livros. A análise crítica de tais fontes possibilitou desenvolver a síntese teórica sobre a intersecção entre neurociência, arquitetura, humanização e biofilia. Conclui-se, assim, que a integração desses campos do conhecimento é fundamental para a idealização de ambientes hospitalares mais convidativos e funcionais. A aplicação das estratégias, que têm por base a neuroarquitetura, aliadas aos princípios da humanização e da biofilia, auxiliam no atendimento das demandas próprias das crianças com autismo, promovendo-lhes não somente conforto, mas também inclusão e qualidade de vida.
Palavras-chave
Autismo, Neuroarquitetura, Biofilia, Humanização