Querer ter razão: a dimensão volitiva no debate argumentativo
Palabras clave:
Corpo, Dialética erística, Intelecto, Razão, VontadeResumen
Este trabalho propõe analisar a relação entre o aspecto volitivo (vontade) e o aspecto lógico-racional no contexto de debates argumentativos, utilizando como ponto de partida para isso a filosofia do pensador alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), em específico a parte de sua obra que envolve a chamada dialética erística, método que concerne à arte do debate argumentativo. Partimos dos pressupostos epistemológicos da filosofia de Schopenhauer para em seguida apresentarmos sua concepção de que o conhecimento humano é organicamente dependente das funções mais básicas e gerais do corpo, sendo tais funções direcionadas pelo que Schopenhauer conceitua como vontade, principal conceito de seu sistema filosófico. Estando assim o intelecto humano submetido aos direcionamentos da vontade (impulsos volitivos), procuramos apontar como, no contexto de debates argumentativos, a dimensão pretensamente lógica e racional pode estar submetida à vontade (inconsciente e irracional) do indivíduo que argumenta. Por fim, apresentamos algumas pesquisas correlatas na Psicologia científica, desenvolvidas já a partir do século XX, que indicam uma confirmação das ideias de Schopenhauer a respeito deste tema.