A educação como ferramenta no combate à homofobia e na valorização da diversidade
Palabras clave:
homofobia; diversidade; preconceito; educação; direitos humanos.Resumen
Durante a disciplina Educação em Direitos Humanos, Diversidade e Sustentabilidade, ofertada no IX período do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí – Campus Floriano, foi realizado um seminário cujo foco temático foi a homofobia. Desenvolvido por três discentes, o trabalho teve como propósito central refletir criticamente sobre a intolerância direcionada às pessoas LGBTQIAPN+, analisando suas origens, impactos e formas de enfrentamento, com ênfase no papel das instituições sociais e da legislação brasileira. A atividade consistiu na exposição oral de um conteúdo estruturado a partir de revisão bibliográfica em artigos científicos, com apoio de recursos visuais. Os principais eixos abordaram a conceituação da homofobia, suas implicações psicossociais e as estratégias legais e educativas que podem ser mobilizadas para combatê-la. A metodologia adotada permitiu o diálogo entre os dados apresentados e a vivência dos participantes, promovendo uma abordagem crítica e reflexiva. Ao tratar da homofobia, os discentes discutiram seu significado ampliado, que vai além da aversão individual e abrange sistemas de exclusão sustentados por normas culturais, morais e institucionais. Costa e Nardi (2015) argumentam que o conceito tradicional de homofobia, embora popularizado, pode ser limitado ao sugerir uma condição individual, quando, na verdade, trata-se de um fenômeno socialmente estruturado. Por esse motivo, os autores propõem o uso do termo “preconceito contra a diversidade sexual” como forma mais precisa de denominar essa forma de discriminação, revelando que ela é fruto de um contexto histórico e cultural que privilegia a heterossexualidade como norma. A homofobia, quando vivenciada dentro do ambiente familiar, torna-se ainda mais complexa. Conforme apontam Perucchi, Brandão e Vieira (2014), jovens lésbicas e gays, ao enfrentarem rejeição de seus familiares, vivenciam rupturas profundas em seus vínculos afetivos, muitas vezes sendo expulsos de casa ou obrigados a se afastarem por conta
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